Mensagem de Reflexão para Setembro

  

Os sentimentos e costumes que são a base da felicidade pública
formam-se no lar doméstico.

 

 

 

Foto do Mosteiro Cisterciense de Alcobaça - FRP

 

Viagens Culturais e Filosóficas – 2018

Visita à Abadia Cisterciense de Alcobaça

 

No ano corrente vamos dar continuidade ao programa de redescoberta da “Geografia Mítica de Portugal”, como foi designada nos “Cadernos da Tradição”, prosseguindo o “circuito templário de descoberta do papel desempenhado pelos cavaleiros de Cristo na sacralização do mundo com base nos preceitos geomânticos tradicionais legados ao Ocidente pela antiguidade greco-latina, originando o território de uma autêntica geografia sagrada”.

Iremos visitar o Mosteiro de Alcobaça, cuja “carta de couto” foi emitida em 8 de Abril de 1153, tendo as obras começado “na era de César de 1216, a 6 dos idos de Maio”, isto é a 10 de Maio do ano de 1178.

A abadia sofreu várias alterações no período de D. Manuel (século XVI) e só mais tarde, nos séculos XVII e XVIII o exterior fica enquadrado por duas alas: à direita, a Portaria e a Hospedaria Real e, à esquerda, as dependências do antigo Colégio de Nossa Senhora da Conceição, construído no local onde se encontravam as instalações dos abades perpétuos.

A Ordem de Cister esteve na origem de algumas ordens militares medievais, entre elas a Ordem do Templo que não tinha nada que ver com uma Ordem religiosa normal. De facto, a Ordem do Templo enceta uma forma renovada de espiritualidade. Todavia, ambas as Ordens tiveram importante papel na História de Portugal.

Não há dúvida que S. Bernardo, o paladino da Ordem de Cister, tem um vínculo muito forte com a Ordem do Templo. Apesar de não ter sido ele o redactor da Regra Primitiva da Ordem do Templo, a sua intervenção junto do papa Honório II e do Patriarca de Jerusalém, Estêvão, foi decisiva.

De acordo com um painel de azulejos existente na Sala dos Reis do Mosteiro, do século XVIII, baseado na Crónica de Cister, o local de construção foi determinado por princípios geomânticos. D. Afonso Henriques e seus acólitos terão repetido, no terreno, as medições definidas pelos anjos no céu.

Existe, por isso, um relacionamento hermético que dá conta de que “o que está em cima é como o que está em baixo”.

Frei Bernardo de Brito, o autor da Crónica de Cister, era um profundo conhecedor da geografia sagrada.

O regresso a Lisboa far-se-á pela Nazaré ou Batalha.

A viagem decorrerá no próximo dia 30 de Junho (sábado).


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