Valores Sociais e Dependências Individuais
A personalidade colectiva do aglomerado português resulta de uma gigantesca fervura étnica e cultural com longa história. A própria formação do país deriva deste processo. A situação geográfica, com o litoral aberto em larga extensão, torna o nosso espaço geográfico uma natural ponte de passagem entre o norte europeu e as regiões mediterrânicas. Facilita o convívio, às vezes forçado, entre diferentes culturas. Algumas seguiram as rotas marítimas dos Cruzados das Cristandades Nórdicas, ou chegaram por terra atravessando a cordilheira pirenaica. Outras foram trazidas pelo vento «suão», a brisa do levante que sopra no Mediterrâneo. Todas se espalharam à procura das terras férteis deste lado da península. Portugal formou-se como unidade política no meio desta correria, dos bruscos movimentos de populações em fuga ou, depois dos conflitos, do regresso aos lares.
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Do Mitraísmo ao Cristianimo
Os Romanos tinham diversos deuses. O número das suas divindades deve ter sido imenso. Uma parte foi retirada do panteão grego e das regiões conquistadas. Os Lares e os Penates são dos mais conhecidos. Os Lares eram os espíritos dos antepassados1. A sua função era a de proteger a casa. O culto consistia em ter uma estátua ou imagem, colocada junto à lareira, numa aedes, nicho, ou num lararium, uma espécie de oratório ou capela particular. A estátua tinha, naturalmente, um significado simbólico. A sua finalidade consistia em manter viva a memória dos antepassados e pedir-lhes protecção. Neste contexto familiar e íntimo, cada um ia desenvolvendo lentamente o seu lado espiritual. Alumiavam-na com lâmpadas, símbolos de vigilância. O fogo simboliza a alma e nunca devia apagar-se. O pai, descendente directo dos antepassados, o paterfamílias, deveria responsabilizar-se por manter vivo o culto e seus rituais2. Os Lares Compitales, ou Lares que guardavam as encruzilhadas, possuíam um nicho em cada uma delas. E os Lares Praestites, os Lares Protectores, guardavam os caminhos e as muralhas. Uns e outros lembram-nos as nossas tradicionais “alminhas”.
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Os Sete Pecados
Primeiro – A Soberba
A maioria das pessoas na sua cegueira espiritual, cria e desenvolve este maléfico sentimento, sem mesmo disso se aperceber. Olvida a grande verdade, velha como a terra: “Quanto maiores procuramos ser aos olhos do mundo, tanto menos nos tornamos aos olhos de Deus”. Eis a razão porque topamos tão frequentemente com criaturas cheias de empáfia, desprezando o seu semelhante, sem que, no entanto, nada justifique a sua atitude. Contudo, se procurarmos descortinar essa maneira de proceder, vemos com clareza o seguinte:
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A Rosa e o Seu Simbolismo
Todas as flores nos trazem uma sublime mensagem de pureza e amor, mas nós, absorvidos na ânsia de experiência terrena, não lhe prestamos a devia atenção. E nada lucramos procedendo assim. No Oriente há uma planta estranha que também existe em Portugal – que desenvolve poderosas raízes no lodo repugnante dos pântanos, mas eleva Sol as suas folhas e flores. É o nenúfar, ou lótus. Liga-se a esta planta uma importância transcendente, porque ela tem qualquer analogia com o ser humano, pois finca no lodo as suas raízes em busca de sustento, e lança os seus pecíolos através da água, em busca do ar e da luz fecundante do Sol.
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Valores Sociais e Dependências Individuais
A personalidade colectiva do aglomerado português resulta de uma gigantesca fervura étnica e cultural com longa história. A própria formação do país deriva deste processo. A situação geográfica, com o litoral aberto em larga extensão, torna o nosso espaço geográfico uma natural ponte de passagem entre o norte europeu e as regiões mediterrânicas. Facilita o convívio, às vezes forçado, entre diferentes culturas. Algumas seguiram as rotas marítimas dos Cruzados das Cristandades Nórdicas, ou chegaram por terra atravessando a cordilheira pirenaica. Outras foram trazidas pelo vento «suão», a brisa do levante que sopra no Mediterrâneo. Todas se espalharam à procura das terras férteis deste lado da península. Portugal formou-se como unidade política no meio desta correria, dos bruscos movimentos de populações em fuga ou, depois dos conflitos, do regresso aos lares.
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