Mensagem de reflexão para Setembro

 
 

Não há modo de mandar, ou ensinar, mais forte e suave do que o exemplo.

 

Abraão Lincoln


Nascido a 12 de Fevereiro de 1809, no Estado de Kentucky (América do Norte), numa cabana construída com troncos de árvores, prova das condições precárias em que viviam seus pais, Abraão Lincoln é uma figura que se impõe à nossa admiração, pelo notável exemplo de perseverança, fé, honestidade e amor ao próximo demonstrado em todas as circunstâncias da sua vida, a ponto de vir a ser Presidente da República, não obstante a sua condição humilde e de possuir uma instrução rudimentar.

Foi seu pai quem o ensinou a ler, e nos primeiros tempos da sua vida passou muitas privações. Nunca, porém, se deixou abater pelo desânimo. Resistiu corajosamente às provas a que Deus o sujeitou (1).

(...)

Lincoln realizou uma obra formidável, a qual teve por epílogo a abolição da escravatura no seu país, ponto de partida para a efectivação de igual medida humanitária em todas as nações (2). Deste modo, esse homem contribuiu grandemente para a evolução humana, cumprindo sem vacilar e com denodo a missão que Deus lhe destinou.

Os negros, tratados até então como vulgar mercadoria que se comprava e vendia, vítimas das maiores crueldades e violências, sem quaisquer direitos, representavam uma raça à parte, parecendo não ter sido obra do mesmo Deus que criou a raça branca.

(...)

Acabaram por vencer, pois, como disse certa vez Lincoln; “o Senhor está sempre ao lado do direito e da justiça”. E ele bem o sabia, pois estava em constante colóquio íntimo com Deus. Reservava todos os dias uma hora para se recolher a um aposento privado e aí lia em voz alta a Bíblia, fazendo as suas preces e entregando-se à meditação. A isso chamava “falar a Deus e ouvi-Lo”.

(...)

Com essas qualidades revelou-se um dos maiores e mais conscienciosos estadistas e governantes de todos os tempos (3).

Contam os seus biógrafos, que ele recebia com frequência mensagens do Alto, com indicações e conselhos que seguia com toda a convicção e sem dúvida o ajudaram na grande e espinhosa obra que lhe foi cometida. Os seus sonhos eram proféticos.

Caritativo e bondoso, visitava com frequência aos doentes e aos pobres, levando-lhes socorros, mesmo quando vivia com dificuldades pecuniárias. Os próprios animais tiveram em Lincoln um amigo e protector. Manifestava pelas crianças uma ternura sem igual.

Lutou pelos princípios abolicionistas por todos os meios ao seu alcance e com uma coragem e decisão invulgares, tanto no parlamento como nos comícios, nos tribunais e nas ruas. Nada o deteve nessa obra, na qual sabia, por intuição, que Deus o acompanhava, pois os seus desígnios eram justos e conduziam ao bem duma parte importante da Humanidade. Para isso afrontou antipatias, calúnias, ataques e agressões.

(...)

Comprazia-se em fazer o bem, espalhando-o à maneira dos cristãos. Passava dias e noites com os soldados, vivendo a sua vida, visitando-os nos hospitais, animando-os com palavras carinhosas e reconfortantes.

Para ele, como para nós, a vida não termina na Terra. Assim o proclamou sempre nos seus discursos e o deixou expresso neste passo de uma carta dirigida a um parente, ao saber que seu pai estava prestes a deixar o mundo:
“...se tem de partir, terá um alegre encontro com muitos dos seus entes queridos, que partiram antes dele, lá onde nós, os que cá ficamos, temos a esperança de, com a ajuda de Deus, nos juntarmos mais tarde”.

Quando a sua obra tinha alcançado o triunfo, Abraão Lincoln foi chamado pelo Altíssimo, decerto para lhe confiar uma nova missão, pois a 14 de Abril de 1865, quando assistia, por dever do seu cargo, à representação duma peça no Teatro Ford, um fanático partidário da escravatura quebrou-lhe o fio da vida com um tiro de pistola.

J. F. S.


(1) O Deus que impõe as provas é o Deus interno, o Ego, e não o nosso CRIADOR. O Ego é que luta para vencer as suas fraquezas e assim, de vida em vida, vai impondo condições de progresso espiritual com o fim de sujeitar o seu Tentador ou Demónio a normas apertadas, para que, em tais condições, se divinize também. Porque, o Ego veio à Terra para se graduar nela pela experiência e dela apurar uma essência que incorporará em si mesmo, e desta maneira se capacitará para mais altas missões. Para este fim viemos do estado virginal e puro ao que temos na Terra. Gozando e sofrendo, rindo e chorando é que avançamos no sentido da mais alta pureza simbolizada pela rosa branca do nosso Emblema. E uma vez atingida esta beleza máxima – a tal essência a que o espírito aspira – seremos cristos ou deuses libertos, prontos para encaminhar outras humanidades na sua evolução.

Como Espíritos Virginais não poderíamos atingir esta gloriosa posição, porque nos faltava a experiência necessária para esse fim.

Não pode haver glória sem esforço, sem luta, sem o prazer e a dor em todas as suas modalidades.

(2) Portugal já tinha abolido a escravatura no tempo do Marquês de Pombal.

(3) Abraão Lincoln era membro activo da Ordem Rosacruz e por este motivo era leitor assíduo e entusiástico da Bíblia, aceitando inteiramente a LEI DO RENASCIMENTO, de que tantas vezes se faz menção em alguns dos seus livros; admitia a possibilidade de comunicação entre os seres humanos e os dos mundos invisíveis, mas guardava-se inteligentemente de praticar essa comunicação e de aconselhá-la a outros, por saber quão perigosa é.

Porque lia entusiasticamente a Bíblia Lincoln foi tido por muitos como sendo Protestante – e na realidade foi, pois desse credo partiu para o mais alto conhecimento do verdadeiro sentido dos textos sagrados, que só os Rosacrucianos ensinam aos seus membros –; e por aceitar a possibilidade de comunicação entre os seres invisíveis, foi pelos Espíritas considerado como adepto do Espiritismo! Mas Lincoln estava muito mais interessado em buscar a verdade sem inquirir da sua verdadeira origem, do que em pertencer a qualquer sistema, e por isso mesmo respeitava todos os credos e recolhia deles o que tinham de bom, pois amava muito a liberdade de consciência, como bom Rosacruciano que era.

Os Rosacrucianos respeitam todos os credos religiosos e vêem neles bons factores de crescimento anímico, mas conservam-se dentro da religião que tinham antes do seu ingresso na Fraternidade Rosacruz, embora constituam dentro da sua religião casos especiais, pois seguem mais conscientemente os seus preceitos, palavras e símbolos, e buscam por meio pensamento religioso uma verdadeira comunhão com os seres mais elevados do mundo celeste.

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