A Vida e a Obra de J. A. Comenius

2.2.2. - No Estrangeiro

Os estudos superiores (1611-1614), ligados à sua primeira viagem aos Países Baixos, alargaram os horizontes de João. Em Herborn, foi influenciado particularmente pelo professor J.H. Alstedius e pelas suas obras enciclopédicas sobre diferentes correntes filosóficas e disciplinas científicas. Em Heidelberg foi atraído para a tolerância entre as Igrejas evangélicas (irenismo), mas também por outras. Redige brilhantes memórias universitárias (primeiras obras) que são publicadas, facto que o encoraja a trabalhar mais depois de regressar à Alemanha. Seduzido pelo exemplo de Alstedius, ele dispõe-se também a compor uma enciclopédia a fim de enriquecer a cultura nacional. Reúne os elementos para um grande dicionário de latim-checo, para a história da família Zerotin e para a história da antiga Morávia

Na Alemanha, familiarizou-se, provavelmente, com o movimento quiliástico, isto é, com a crença do milenarismo. Apenas Coménio aplicou, mais tarde, esta convicção, nas suas obras, escolheu a sua forma activa (e não o esperar passivamente pelo fim do mundo). Segundo ele, a chegada do fim do milénio estava condicionado pelo trabalho do homem para o melhoramento de todas as coisas humanas. Ele foi também atraído, certamente, pelos esforços da época para melhorar o estudo e o ensino do latim. O primeiro livro que publicou depois do seu regresso foi, com efeito, uma gramática para facilitar o estudo do latim (Praga, 1616). Este manual, tal como as narrativas históricas sobre a Morávia e a família de Zerotin, não se conservaram até aos nossos dias.




[ Voltar ]