É SEMPRE BOM SABER
Línguas Clássicas
A morte lenta das línguas clássicas é um facto. Vejamos o caso do latim. Mesmo na Itália, o seu berço natal, só um reduzido número de estudantes sabe ou se interessa pela língua latina. Está quase totalmente confinada à linguagem religiosa e jurídica. Há várias razões para explicar o desinteresse pelo seu estudo. Entre elas dizem está a atitude de certos políticos que, ao se identificarem constantemente com os valores do mundo clássico, acabaram por provocar a aversão dos estudantes pelo seu estudo.
A língua hebraica dá-nos, pelo contrário, um exemplo de vitalidade. Há cem anos era uma língua morta. A "ressurreição" do idioma hebraico, que há dezoito séculos não era falado, resultou de um enorme esforço. Foi preciso enriquecer o vocabulário com palavras modernas. De cerca de oito mil palavras do hebraico bíblico passou-se para umas trinta mil registadas actualmente nos dicionários. Usado como língua diária, o hebraico tornou-se um importante factor aglutinador do povo judeu como nação unida.
E com o latim sucederia algo parecido. O seu estudo poderia contribuir fortemente para uma aproximação intelectual dos povos latinos, além de ajudar a defender o património histórico comum, cujo valor é indiscutível.
Para enriquecer o vocabulário do latim moderno, aqui fica um pequeno contributo.
GLOSSARIUM PRAESENS
Dicionário ModernoAutomóvel – Autoraeda
Computador – Instrumentum computatorium
Discos Voadores – Coruscantes disci per convexa caeli volantis
Elevador – Ascensorium
Fato de banho – Sintesis balnearia
Filme – Taeniola cinematographica
Partido político – Factio
Pijama – Sintesis dormitoria
SIDA – Syndrome comparati defectis immunitatis
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