Saúde e Nutrição
Proteínas de Origem Vegetal
Não são apenas razões de ordem sentimental que prevalecem em questões de alimentação naturista. Há também razões científicas: a carne não tem vitaminas nem hidrocarbonados, é deficiente em sais minerais, é tóxica e putrefaz-se com facilidade e a experiência mostra superabundantemente que se pode viver com muito mais saúde não comendo carne.
Isto não quer dizer que se possa viver sem proteínas, mas estas podem ir buscar-se a outras substâncias de origem animal como os ovos e seus derivados (queijo, iogurte, requeijão, etc.). Estes alimentos têm todos os aminoácidos indispensáveis à vida e não têm nenhum dos inconvenientes, tanto morais como científicos que a carne apresenta. O que é preciso é usá-los com parcimónia e dentro das necessidades de cada um em relação com o trabalho, constituição, clima, alergia, etc., pois o excesso é sempre prejudicial.
De resto, quem estiver interessado em intoxicar-se com excessos de proteínas também tem muito onde ir buscá-las no reino vegetal: cogumelos, feijão, grão, soja, oleaginosas, etc., cujo excesso é quase tão prejudicial como a carne e o peixe.
E, para terminar, resta dizer que não são as carnes alimentos de força. Isto é outro erro muito espalhado e que urge desfazer. Alimentos energéticos são os hidrocarbonados e gorduras. Qualquer trabalhador ou desportista verá aumentar a sua resistência à fadiga desde que tenha uma alimentação com predomínio destes alimentos: frutas secas, pão, cereais integrais, mel, nata, etc.
Já lá vai o tempo em que os tuberculosos, pensando curar-se, faziam uma superalimentação com excesso de carnes que chegavam a comer crua e em altas doses. Isto levou muitos rapidamente ao túmulo. Hoje felizmente já se compreende que é um disparate, pois a superalimentação é uma super intoxicação.
Os alimentos frescos numa alimentação racional têm curado mais organismos do que muitos outros processos de cura.
Adriano de Oliveira
Médico
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