TEXTOS FUNDAMENTAIS
Exercícios de Respiração
Recebemos com frequência pedidos de auxílio de pessoas que se dedicaram a práticas que, com o tempo, as tornaram vítimas de espíritos que as perseguiam e lhes tornavam a vida insuportável.
Também nos são dirigidos muitos pedidos de auxílio de antigos membros de grupos que ensinam exercícios indianos, designadamente de respiração.
É a impaciência em penetrar nos mundos invisíveis que leva muitas pessoas a entregarem-se a tais exercícios, cuja natureza perigosa não conhecem nem compreendem, até que, já quase perdidos, se convertem num farrapo humano, tanto física como espiritualmente. É então que nos pedem alívio. Felizmente temos conseguido prestá-lo, ainda mesmo quando alguns deles estavam já à beira da loucura.
Devido a estas más consequências, por estes exercícios serem impróprios para os ocidentais, é que a literatura da Fraternidade Rosacruz está repleta de advertências contra os exercícios orientais de respiração.
Ainda há pouco tempo, um dos nossos estudantes adoeceu em consequência destes exercícios de respiração. Por isso, achamos conveniente fazer, uma vez mais, a comparação entre os métodos orientais e os ocidentais. Esperamos ajudar a compreender quanto é prudente que se abstenham de fazer tais exercícios.
Em primeiro lugar é necessário lembrar que a evolução do espírito e a evolução da matéria se faz em paralelo.
O espírito evolui ao habitar em corpos de matéria densa e trabalhar nos materiais que encontra no Mundo Físico. Desta maneira progride não só o espírito como, ao mesmo tempo, ao trabalhar na matéria, a aperfeiçoa. Os espíritos mais avançados atraem para si matéria mais fina do que aqueles que ficam para trás no caminho da evolução. E, por isso, os átomos dos corpos duma raça mais adiantada, são mais sensitivos do que os dos homens duma raça mais atrasada.
Assim, os átomos dos corpos dos ocidentais são sensíveis a ondas vibratórias que jamais influenciam os que vivem em corpos orientais. Os exercícios de respiração empregam-se com o objectivo de despertar os átomos do letárgico corpo físico do aspirante oriental. É necessário um vigoroso esforço para elevar a sua nota vibratória.
O índio americano poderia empregar, durante vários anos, impunemente, estes exercícios. Mas é completamente diferente o que sucede com um corpo altamente sensibilizado. Neste caso, os átomos já estão sensibilizados pela sua evolução natural e, quando esta pessoa recebe o impulso adicional dos exercícios de respiração, os átomos desarmonizam-se. É extremamente difícil fazê-los regressar novamente ao seu estado normal. Para beneficio do leitor, não será demais mencionar aqui que o autor tem experiência própria do assunto.
Há alguns anos, quando o signatário começou a entrar no "caminho", cheio daquela impaciência comum a todos os investigadores do conhecimento, leu as instruções sobre exercícios de respiração contidas nas obras de Swami Vivekananda. Seguindo essas instruções, verificou que ao fim de dois dias o corpo vital estava fora do seu corpo físico. Tinha a sensação de andar no ar, uma grande dificuldade em caminhar com segurança. Sentia uma enorme vibração em todo o corpo. Suspendeu imediatamente os exercícios mas, não obstante isso, ainda ainda foram precisas mais de duas semanas para tudo voltar ao seu estado normal.
Há no Novo Testamento uma parábola que nos fala de uma pessoa que não participou no banquete por não dispor do dourado manto nupcial. Se queremos ser realmente alguém no mundo espiritual, devemos antes de mais desenvolver o corpo-alma, que é o dourado manto nupcial de que falou Cristo. De outra maneira, todas as tentativas de entrar nos mundos invisíveis significam outros tantos desastres. Nenhum mestre realmente apto para conduzir discípulos para os planos invisíveis permite que o aspirante fique na sua dependência.
Existe um único caminho: uma paciência infinita e a prática contínua do bem.
Max Heindel
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