Filosofia
Consequências do Materialismo
"Quem com ferros mata, com ferros morrerá". A atmosfera conflituosa que envolve o planeta é produto dos pensamentos da humanidade e é influenciada pelo mais anti-humano dos elementos: o materialismo.
O sofrimento que aflige a humanidade não é só da responsabilidade dos que governam os povos: é também dos próprios povos que, pelo seu errado procedimento, só têm aquilo que atraem.
O pensamento da humanidade é uma força que provoca reacções nos extractos interiores da Terra. A guerra e a miséria são males que germinam, em primeiro lugar, no pensamento dos povos. Estes males acumulam as suas forças e dão origem aos respectivos arquétipos no mundo dos desejos. No tempo oportuno, têm a sua expressão no plano físico.
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O que somos e o que temos, todas as nossas boas qualidades, são o resultado das nossas próprias acções do passado, mais ou menos distante. Aquilo que somos hoje é o resultado das nossas vidas sucessivas e do que nelas aprendemos. E como o ponto de vista materialista se baseia na ignorância dessa verdade, torna-se a fonte de quase todos os sofrimentos que afligem a humanidade, colectiva e individualmente.
A avareza, o egoísmo, os baixos desejos, exercem domínio quase total sobre o homem e fazem dele, muitas vezes, um criminoso. Só pessoas desta classe podem ser autores dos massacres que tanto impressionam a humanidade possuída de verdadeiros sentimentos cristãos. O materialismo é a principal causa de todos os males ainda por outra razão: por negar a existência de um Poder Supremo associado à existência do mundo. Tal amoralidade, em sua persistência, tem como resultado o endurecimento dos veículos subtis do materialista, aos quais nós chamamos corpo vital, corpo de desejos e mente.
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Entre o centro da Terra e a superfície, numa distância de 6.500 km, os rosacruzes identificam várias camadas concêntricas em torno de um núcleo, que é constituído de metais derretidos. O solo que pisamos, as ilhas e o fundo do mar fazem parte da camada exterior. Ao todo há nove camadas em torno do núcleo.
Todas as actividades humanas reflectem-se no globo terreno, especialmente na 6ª e 7ª camada do planeta1.
A sexta camada denomina-se "extracto ígneo" e reage às sensações de prazer, dor, simpatia, antipatia, etc. dos seres que vivem à superfície da Terra. Pode dizer-se que a sexta camada está para a Terra como o corpo vital humano está para o corpo físico.
A colheita dos frutos e o corte das flores, a ceifa dos cereais, etc., produz uma reacção neste extracto a que poderíamos chamar de "prazer". Mas, quando se arranca uma planta ou árvore pela raiz, a Terra "sente" dor. E sente prazer ou dor porque o nosso planeta é o corpo vivo, sensível, de um grande espírito, como o corpo humano é o instrumento de um espírito humano.
A sétima camada, ou "extracto refractor", é a origem das forças a que chamamos "Leis da Natureza", as que dão origem às perturbações na superfície da Terra. A influência moral da humanidade estimula as Forças da Natureza, de maneira positiva ou negativa. Quanto mais elevada é a moral e as ideias de um povo, mais suaves são as actividades destas forças e mais benefícios trazem a esse povo.
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As forças morais que têm origem no comportamento humano repercutem-se no sétimo extracto. Reflectem sempre, com pormenor, o estado moral ou imoral da humanidade e tornam-se os agentes da justiça retributiva. Há uma forte ligação destas forças com a abundância das colheitas... ou a sua escassez.
Pode dizer-se que o materialismo reina soberano no mundo moderno porque a ciência e a religião lhe prestam vassalagem. Quando a ciência passar a ver o espiritual por detrás das suas pesquisas dos fenómenos físicos; e quando a religião for essencialmente científica, a vida na Terra tenderá para a paz e o progresso.
A construção de formas de pensamento baseadas na fraternidade, na filantropia, no trabalho para todos e na justa distribuição da riqueza produzida no mundo, é obra a que todos devemos dar o nosso contributo.
O poder do pensamento é uma força criadora. Se for dirigida para o bem comum, mudará a direcção da mente do povo: permitirá o desenvolvimento de canais de acção mais justos e equilibrados e não fundamentalmente emocionais. Não esqueçamos que a matéria não possui atributos morais: esses pertencem exclusivamente à força espiritual que é o agente activo que molda a matéria.
Tudo no Universo está a evolucionar e a evolução é obra do espírito, cujos atributos conhecemos por Poder e Vontade.
(Resumo do texto publicado)
S. F.
1 Max Heindel, Conceito Rosacruz do Cosmo, 3ª ed., F.R.P., pág 398, Diagrama 18.
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